A recente condenação judicial que determinou a devolução de um terreno ao patrimônio público municipal reacendeu um debate antigo em Montanhas: a forma como terrenos públicos foram tratados durante as gestões da ex-prefeita Otêmia e do ex-prefeito Algacir.
O caso mais recente não surge isolado. Ele se soma a uma sequência de episódios que, ao longo dos anos, levantaram suspeitas, críticas populares e questionamentos sobre prioridades administrativas e interesses envolvidos em negociações de áreas públicas e aquisições de terrenos pela prefeitura.
Entre os casos mais comentados está o terreno da quadra do Sítio São Miguel, adquirido em uma área vizinha à fazenda da então prefeita. A situação gerou desconforto político e dúvidas sobre os critérios utilizados para a escolha do local.
Outro episódio emblemático foi o terreno da quadra do Boa Esperança, construído literalmente dentro de uma lagoa — uma decisão que até hoje é lembrada como símbolo de improviso e falta de planejamento.
Também chama atenção o caso do terreno da quadra do Jessé Pinto Freire. A área supostamente pertencia inicialmente a família da ex-prefeita, foi vendida a terceiros e posteriormente revendida à prefeitura. Para piorar, a obra nunca foi concluída, deixando mais um equipamento inacabado para a cidade.
Não menos polêmica foi a situação do terreno ao lado do hospital municipal, que teria sido apropriado indevidamente e acabou posteriormente recuperado pela prefeitura.
Há ainda o terreno da torre da Oi, outro caso frequentemente citado nos bastidores políticos quando o assunto é patrimônio público e interesses privados.
Ao observar todos esses episódios em conjunto, fica evidente que a discussão não é apenas sobre terrenos. É sobre gestão pública, responsabilidade administrativa e compromisso com o interesse coletivo.
Montanhas pagou caro por decisões mal explicadas, obras inacabadas e negociações que até hoje deixam dúvidas na memória da população.