Se na gestão anterior os terrenos foram cercados por polêmicas, a administração de Manuel Gustavo ficou marcada por outro problema: a ausência de grandes obras estruturantes e a incapacidade de transformar oportunidades em desenvolvimento real para Montanhas.
Durante sua gestão, Manuel se limitou majoritariamente a reformas e reconstruções de patrimônios que já pertenciam ao município. Faltou ousadia administrativa. Faltou visão de futuro.
E nenhum episódio simboliza mais isso do que a perda da Escola Técnica Estadual.
Na época, o Governo do Rio Grande do Norte demonstrou interesse em construir uma escola técnica em Montanhas — uma obra estimada em aproximadamente R$ 10 milhões. O equipamento teria potencial para transformar a realidade econômica e educacional do município, gerando dezenas de empregos durante a construção e criando oportunidades permanentes para a juventude montanhense.
Mas havia uma condição básica: a prefeitura precisava adquirir um terreno avaliado em cerca de R$ 250 mil.
O investimento representava apenas uma pequena fração diante do retorno que a cidade receberia. Mesmo assim, a gestão Manuel Gustavo recusou a aquisição.
A consequência foi devastadora para o desenvolvimento local. Montanhas perdeu a chance de receber uma das obras mais importantes de sua história recente por falta de decisão política e prioridade administrativa.
Enquanto outros municípios disputam investimentos estaduais e federais, oferecendo áreas e criando condições para atrair desenvolvimento, Montanhas viu uma oportunidade milionária escapar por incapacidade de enxergar além do imediato.
Uma escola técnica não representa apenas paredes e salas de aula. Representa qualificação profissional, empregos, renda e esperança para centenas de jovens.
A pergunta que permanece é simples: quanto custa para uma cidade perder o próprio futuro?