Na última quarta-feira, a ONU fez um apelo para que os Estados Unidos reconsiderem suas práticas de imigração durante a Copa do Mundo. O alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Turk, expressou sua preocupação em relação à forma como o governo de Donald Trump tem tratado visitantes, incluindo torcedores e profissionais do futebol, ao impedir a entrada de alguns deles no país para a competição. Ele pediu uma reflexão séria sobre o impacto das leis de imigração nos direitos humanos e na dignidade das pessoas, especialmente neste período crítico.
Recentemente, as ações rigorosas da política imigratória americana já se tornaram evidentes. A seleção de Senegal chegou aos Estados Unidos e foi submetida a uma busca no aeroporto de Raleigh, na Carolina do Norte. A delegação passou por uma revista minuciosa, incluindo o uso de detectores de metal e inspeção de bagagens. Em comunicado, a seleção senegalesa esclareceu que a vistoria ocorreu antes do embarque, destacando que o procedimento visava otimizar sua viagem e facilitar o embarque no voo privado.
Outras seleções também enfrentaram situações semelhantes. A seleção da Bélgica foi revistada de maneira semelhante na chegada a Chicago, levantando questionamentos sobre as práticas de segurança. Além disso, o árbitro somali Omar Artan teve sua entrada negada após um interrogatório prolongado, o que gerou indignação, visto que ele seria o primeiro árbitro da Somália a participar de uma Copa do Mundo.
Em contraste com o rigor dos procedimentos nos EUA, o México proporcionou uma recepção calorosa aos times que chegaram para a Copa do Mundo. A seleção da Espanha, por exemplo, foi recebida com música e danças em Puebla. Com a intensificação das restrições de imigração sob Trump, a política dos EUA sofreu um endurecimento, incluindo a ampliação do número de países com restrições de vistos. Esses novos regulamentos visam evitar que turistas e membros de delegações se tornem imigrantes indocumentados após o evento.
Fonte: G1