A doença de Chagas afeta aproximadamente 6% da população do Rio Grande do Norte, com uma notável concentração histórica de casos na região Oeste do estado. Esse padrão se deve, em grande parte, ao clima semiárido da área e aos impactos da urbanização sobre a vegetação típica da Caatinga.
Especialistas destacam que muitos casos permanecem sem diagnóstico, uma vez que cerca de 60% dos indivíduos infectados não apresentam sintomas visíveis. Essa falta de sinais claros pode esconder a verdadeira extensão do problema, dificultando os esforços de controle e tratamento da doença.
A transmissão da doença ocorre principalmente através da picada do inseto barbeiro hematófago. Contudo, também existem outras formas de contágio, como no caso do surto ocorrido em 2015 em Marcelino Vieira, onde a infecção foi atribuída ao consumo de caldo de cana contaminado.
Diante desse cenário, é fundamental aumentar a conscientização sobre a doença de Chagas e implementar medidas de prevenção, saúde pública e diagnóstico mais eficazes, especialmente nas regiões mais afetadas, como o Oeste potiguar.
Fonte: Mossoró Hoje