Primeiros petroleiros atravessam o estreito de Ormuz após acordo entre EUA e Irã

Na quinta-feira, dia 18, três petroleiros com bandeira da Arábia Saudita, carregando um total de 6 milhões de barris de petróleo, cruzaram o estreito de Ormuz. Essa travessia ocorreu poucas horas após a assinatura de um acordo entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o Irã, visando encerrar uma guerra que vinha impactando o abastecimento global de energia. A informação foi divulgada pelo portal R7. No entanto, no Líbano, as forças israelenses realizaram novos ataques aéreos na mesma manhã, gerando incertezas sobre até que ponto Trump estaria disposto a pressionar seus aliados para interromper uma ofensiva que ele prometeu encerrar.

O presidente norte-americano assinou na quarta-feira, dia 17, um “memorando de entendimento” para pôr fim ao conflito, junto ao presidente iraniano, Masoud Pezeshkian. Essa assinatura fez com que o acordo entrasse em vigor dois dias antes do previsto. O estipulado no acordo inclui a abertura imediata do estreito de Ormuz e a suspensão do bloqueio norte-americano aos portos do Irã.

Embora as empresas de transporte marítimo tenham informado que será necessário um tempo até que o tráfego no estreito retorne aos níveis anteriores à guerra — devido à necessidade de garantir acessos seguros e remover minas — já foram observados sinais de um impacto significativo. Navios que anteriormente poderiam ocultar suas posições ao desligar os transponders agora começaram a transmitir suas localizações, demonstrando que estão prontos para cruzar o estreito.

Esse momento é crucial, visto que a liberação do estreito de Ormuz pode influenciar drasticamente os mercados de energia e as dinâmicas geopolíticas na região. O futuro próximo dependerá muito da continuidade das negociações e da implementação dos termos acordados, além das reações de outros países envolvidos na situação.

Fonte: Jair Sampaio

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