Na noite de quarta-feira, 17, três indivíduos foram detidos em flagrante em Natal, suspeitos de participar de um golpe de extorsão conhecido como “golpe do falso sequestro”. A operação também resultou na recuperação de joias valiosas, que juntos somavam mais de R$ 500 mil, prontas para serem enviadas pelos Correios. As prisões aconteceram nos bairros Potengi e Nossa Senhora da Apresentação, localizados na Zona Norte da capital potiguar. Os detidos incluem dois homens, de 24 e 27 anos, e uma mulher, de 25 anos.
As investigações indicam que esse grupo se envolvia na recepção, ocultação e envio de bens que foram adquiridos por meio de práticas criminosas. A ocorrência teve início na noite anterior, terça-feira, quando uma idosa de 80 anos foi alvo de uma chamada de vídeo, onde um homem afirmava que havia sequestrado sua filha em São Paulo. Durante a ligação, uma mulher também se apresentou como a filha da vítima, aumentando a pressão e o medo.
A idosa, submetida a mais de 12 horas de ameaças e pressão psicológica, acabou entregando uma mala com suas joias a um motociclista que foi indicado pelos criminosos. No entanto, ao notar contradições na história apresentada, a vítima decidiu procurar a Polícia Civil. As autoridades rapidamente iniciaram investigações, que culminaram na identificação dos criminosos. Os policiais localizaram a mala com as joias em uma agência dos Correios de Natal, pronta para ser enviada ao Rio de Janeiro.
Após a recuperação dos bens, os três suspeitos foram levados à delegacia e, posteriormente, enviados ao sistema prisional. As investigações ainda estão em andamento para descobrir outros possíveis membros do grupo criminoso, que operam remotamente em diferentes estados do Brasil. É importante que as autoridades enfatizem que o golpe do falso sequestro geralmente envolve abordagens a vítimas por telefone ou videochamada, onde uma simulação de sequestro de um familiar é usada para extorquir dinheiro ou bens. As autoridades alertam que, em situações semelhantes, é crucial que as vítimas não realizem pagamentos até confirmarem a veracidade da situação com outros familiares ou com a polícia.
Fonte: Jair Sampaio