A Polícia Federal confirmou que Henrique Vorcaro, pai do banqueiro Daniel Vorcaro, estava envolvido em uma estrutura criminosa que operava no jogo do bicho e na milícia do Rio de Janeiro. Segundo as investigações, Henrique utilizava essas conexões para intimidar e ameaçar adversários de seu filho, Daniel. A operação resultou na prisão de Henrique e de outros envolvidos, incluindo um agente da Polícia Federal, um hacker e um bicheiro.
Os policiais federais apreenderam uma considerável quantidade de materiais durante a operação, incluindo R$ 62 mil em dinheiro, armas e equipamentos eletrônicos. Além disso, a PF identificou dois grupos que atuavam sob ordens de Daniel Vorcaro, nomeados “A Turma” e “Os Meninos”. O primeiro grupo era responsável por ameaças e intimidações, enquanto o segundo se dedicava a ações cibernéticas ilegais.
O núcleo “Os Meninos” era notório por suas atividades em ataques cibernéticos e monitoramento ilegal. Um dos membros desse grupo, David Henrique Alves, estava no volante de um veículo que foi abordado com evidências que sugeriam uma tentativa de fuga além da possível destruição de provas digitais. Esse indivíduo, o Sicário, foi preso durante a abordagem e, posteriormente, cometeu suicídio na prisão.
A PF também ressaltou a participação de membros da segurança pública na organização, como o policial federal aposentado que liderava operações. Henrique Vorcaro desempenhava um papel central neste esquema, solicitando serviços ilícitos e supervisionando a distribuição de recursos financeiros para sustentar a operação criminosa. Informações coletadas dos celulares dos envolvidos indicam que Henrique continuou sua atividade criminosa mesmo após a operação relativa à investigação anterior do caso.
Além disso, a investigação revelou que Henrique era uma figura chave para financiar as atividades ilegais do grupo, com movimentações financeiras suspeitas que levantaram alertas às autoridades. A defesa de Henrique e dos demais acusados argumentou que tais detenções foram feitas de forma excessiva e prematura, mesmo sem a devida apresentação de contraprovas por parte deles. A complexidade do caso levou o ministro André Mendonça a classificar a organização como sofisticada, exigindo uma resposta judicial apropriada perante as evidências reunidas.
Fonte: G1