A recente pesquisa de opinião realizada pela Associação Brasileira de Toxicologia (ABTox) revelou que 86% dos entrevistados apoiam a exigência de exame toxicológico para aqueles que desejam obter a primeira habilitação nas categorias A e B. Este estudo foi conduzido pelo Instituto Ipsos-Ipec e seus resultados foram divulgados na última sexta-feira, 24. Ao todo, 2 mil cidadãos foram ouvidos em 129 municípios brasileiros, destacando uma significativa aprovação da proposta.
Os dados mostram uma aprovação robusta do exame em todas as regiões do Brasil, sem variações perceptíveis entre gêneros ou níveis de escolaridade. A adesão ao exame é expressiva, alcançando 88% na região Norte e Centro-Oeste, 87% no Nordeste e 84% no Sudeste e Sul. Além disso, as opiniões se mostraram favoráveis entre diferentes grupos demográficos, como as faixas etárias de 25 a 34 anos e de 35 a 44 anos, com índices de aprovação de 88% e 87%, respectivamente.
O exame toxicológico para as categorias A e B foi introduzido pelo Código de Trânsito Brasileiro na Lei nº 15.153/2025, que entrou em vigor em dezembro do ano passado. Essa legislação, aprovada pelo Congresso Nacional em junho, recebeu apoio tanto da base governista quanto da oposição, mesmo enfrentando um veto inicial que foi posteriormente derrubado. A inclusão da exigência no Código de Trânsito visa aumentar a segurança viária e o bem-estar nas estradas.
Segundo o Ministério dos Transportes, a implementação do exame ainda está em fase de avaliação. A Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) está realizando análises detalhadas para garantir que a medida seja aplicada de forma eficiente e regulamentada adequadamente. Até que esses estudos sejam concluídos, os Detrans estaduais foram orientados a não exigir o exame toxicológico na primeira habilitação das categorias A e B, buscando uma padronização nos procedimentos e segurança jurídica.
Fonte: agenciabrasil