O GOVERNADOR QUE FECHOU O HOSPITAL REGIONAL QUER SER O DEPUTADO DE CANGUARETAMA

A política tem memória — e o povo de Canguaretama também. Com a aproximação das eleições, velhos nomes reaparecem nas ruas, nos eventos e nos discursos emocionados, tentando reconstruir uma imagem que a própria população já conhece bem. Entre eles está o ex-governador Robinson Faria, hoje novamente em busca de votos no município.

Mas existe uma pergunta que ecoa nas ruas da cidade: como confiar em quem esteve à frente do Governo do Estado quando o Hospital Regional de Canguaretama foi fechado?

A unidade hospitalar, que durante anos serviu como referência para milhares de famílias do litoral sul potiguar, acabou desativada durante a gestão de Robinson Faria, após o governo estadual anunciar o fechamento de hospitais regionais no RN. Desde então, moradores passaram a enfrentar dificuldades ainda maiores para conseguir atendimento médico, sendo obrigados a buscar assistência em cidades vizinhas e até na capital.

O sentimento de abandono ainda permanece vivo na memória da população. Afinal, saúde não é favor político — é necessidade básica. E para muitas famílias, o fechamento do hospital representou sofrimento, distância e insegurança em momentos de emergência.

Agora, anos depois, Robinson retorna a Canguaretama em clima de campanha, buscando ocupar espaço político justamente em uma cidade marcada por uma das decisões mais criticadas de sua gestão. O detalhe que chama atenção é que sua candidatura conta com o apoio do grupo liderado pelo prefeito Leandro Varela, que hoje aparece como um dos principais defensores do ex-governador no município.

Enquanto isso, a população observa. Muitos se perguntam onde estavam as promessas quando o hospital perdeu força, quando os atendimentos diminuíram e quando o povo precisou sair da cidade para buscar socorro. Em tempos de eleição, discursos mudam rápido. Mas a realidade vivida pela população dificilmente é esquecida.

O cenário político começa a revelar uma velha prática: políticos de gabinete que aparecem perto do povo apenas quando precisam do voto. A diferença é que, desta vez, Canguaretama parece mais atenta. E a memória do fechamento do Hospital Regional continua sendo uma ferida aberta para muita gente.

Porque campanha passa. Mas as consequências das decisões políticas ficam.

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