A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra, que foi presa na semana passada em uma operação do Ministério Público e da Polícia Civil, está sendo investigada por suspeita de atuar na lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC). Em uma carta escrita da penitenciária onde está detida, Deolane afirmou que sua prisão é consequência de uma “pura perseguição” e reiterou sua inocência, afirmando que nunca fez parte do crime organizado. A declaração foi acompanhada por informações do G1.
Na carta, Deolane expressou sua indignação ao afirmar: “Mais uma vez, a mãe está enjaulada por pura perseguição e por ser formadora de opinião. Reitero a minha inocência e deixo claro que estou presa pela quantia de R$ 24.500, valor de honorários que recebi na época como advogada.” O conteúdo foi ditado por ela à sua irmã, Dayanne Bezerra, que também é advogada. A prisão ocorreu na quinta-feira (21), em sua residência em Barueri, na Grande São Paulo, e foi registrada por um vídeo exibido pelo Fantástico.
A investigação sobre Deolane teve início em 2019, quando agentes penitenciários encontraram bilhetes manuscritos escondidos em celas na Penitenciária II de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo. Os investigadores descobriram uma transportadora de cargas, sediada em Presidente Venceslau, que estaria sendo usada como uma empresa de fachada para movimentar dinheiro da facção criminosa. Segundo o Ministério Público, essa transportadora realizava repasses para contas em nome de terceiros, com o objetivo de ocultar a origem ilícita do dinheiro do PCC, e duas dessas contas estão registradas em nome de Deolane.
Em sua defesa, Deolane ressaltou: “Fui advogada atuante em centenas de processos e nunca sequer estive presente na Penitenciária de Presidente Venceslau. Já disse muitos ‘nãos’ para manter meus princípios e minha ética.” No último domingo (24), o Tribunal de Justiça de São Paulo negou um pedido de habeas corpus em caráter liminar, que havia sido solicitado pela defesa da influenciadora. Os advogados dela agora estão aguardando o julgamento do mérito e consideram a possibilidade de recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Fonte: Jair Sampaio