O governo do Irã e o grupo Hezbollah consideram que o cessar-fogo no Líbano é resultado da união e da força do Eixo da Resistência, uma coalizão de grupos que se opõem às políticas de Israel e dos Estados Unidos na região do Oriente Médio.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está tentando tirar proveito do cessar-fogo, afirmando que é fruto da ação do governo norte-americano. Em contrapartida, a trégua no Líbano era uma condição imposta por Teerã nas negociações com os EUA. Após a suspensão das hostilidades, o Irã anunciou a reabertura do Estreito de Ormuz para embarcações comerciais.
Em um comunicado, o Hezbollah informou que realizou 2.184 operações militares durante um período de 45 dias de conflitos contra as forças israelenses, o que representa uma média de 49 operações por dia. Essas ações tiveram como alvo não apenas as tropas israelenses no Líbano, mas também bases e quartéis situados em Israel e áreas palestinas ocupadas a até 160 quilômetros da fronteira.
O chefe do Parlamento iraniano, Mohammed B. Ghalibaf, afirmou que o cessar-fogo reflete a resistência do Hezbollah e a união do Eixo da Resistência. Ele ressaltou que o Irã e o Hezbollah operam como uma entidade única em situações tanto de combate quanto de trégua. O MS e o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Ismail Baghaei, reafirmaram que o cessar-fogo é uma conquista dos esforços diplomáticos de Teerã, insistindo na necessidade de um acordo abrangente na região.
Fonte: agenciabrasil