O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou nesta quarta-feira, dia 15, a implementação de novas sanções contra a infraestrutura de transporte de petróleo do Irã. Essas medidas visam mais de 20 indivíduos, empresas e embarcações, e fazem parte da campanha de “pressão econômica máxima” do governo do presidente Donald Trump. As sanções entram em vigor imediatamente.
Em um comunicado oficial, o Departamento do Tesouro informou que as sanções têm como alvo uma rede associada ao magnata do transporte de petróleo iraniano, Mohammad Hossein Shamkhani. Ele é filho de Ali Shamkhani, uma figura importante nas áreas de segurança e política nuclear do Irã, que foi morto em ataques dos Estados Unidos e de Israel em 28 de fevereiro.
O secretário do Tesouro, Scott Bessent, destacou que a operação busca impactar as elites do regime, como a família Shamkhani, que estariam buscando lucros às custas do povo iraniano. Além disso, o Departamento sancionou Seyed Naiemaei Badroddin Moosavi, um cidadão iraniano acusado de financiar o Hezbollah, e três empresas pertencentes a um esquema de lavagem de dinheiro que envolve a troca de petróleo iraniano por ouro venezuelano.
Em resposta, o Comando Militar Conjunto do Irã manifestou que suas Forças Armadas estão prontas para bloquear o comércio no Mar Vermelho, caso a estratégia de bloqueio dos EUA contra embarcações iranianas continue. A Guarda Revolucionária persa apontou que não permitirá a importação e exportação no Golfo Pérsico e no Mar de Omã. O Irã ainda questionou a eficácia das medidas americanas, alegando que algumas embarcações conseguiram contornar o bloqueio e atravessaram o Estreito de Ormuz, incluindo um grande petroleiro.
Além disso, foi informado que o Irã pode utilizar portos alternativos no sul do país para contornar as restrições impostas pelos Estados Unidos. O bloqueio naval americano se concentra em áreas específicas, como o Golfo de Omã e o Mar Arábico, sem afetar diretamente o Estreito de Ormuz.
Fonte: g1