A Espanha contabilizou 1.029 mortes em junho, atribuídas ao calor intenso, conforme dados oficiais divulgados nesta quarta-feira (1º). Durante um período de cinco dias de onda de calor, as temperaturas ultrapassaram os 40º Celsius, fazendo de junho o segundo mês mais quente já registrado na história do país.
Os registros do sistema de monitoramento diário de mortalidade do Ministério da Saúde, chamado MoMo, revelaram que esse foi o maior número de mortes atribuídas ao calor para o mês de junho desde 2015. Além disso, as temperaturas médias do mês passado estavam 3,2 graus acima do normal, segundo a agência meteorológica Aemet, o que confirmou junho como o segundo mais quente desde que os registros começaram, perdendo apenas para junho de 2025.
No auge da onda de calor, em 23 de junho, aproximadamente 35,7 milhões de pessoas, ou cerca de 73% da população espanhola, estiveram em risco de saúde devido ao calor, com 38% dessa população enfrentando um risco elevado. Desde 1975, já ocorreram 12 ondas de calor em junho, sendo que metade delas ocorreu na última década.
É importante destacar que todos os 13 meses de junho mais quentes desde o início dos registros, em 1961, ocorreram no século 21. Isso indica uma maior frequência das ondas de calor no início do verão. O porta-voz da Aemet, Ruben del Campo, destacou que a primeira onda de calor deste verão foi excepcional no norte do país, não apenas pela sua intensidade, mas também pela duração e persistência. Durante o período de 1º a 30 de junho, foram quebrados 165 recordes de temperatura máxima.
Fonte: agenciabrasil