O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) moveu uma ação civil pública contra Ulisses Gabriel, ex-delegado-geral da Polícia Civil do estado. A ação é referente a supostas práticas de improbidade administrativa e busca reparação por danos morais coletivos associados à morte de um cão comunitário chamado Orelha, ocorrido no início de janeiro em Florianópolis.
O processo está sob sigilo, e Gabriel declarou ao g1 que ainda não recebeu notificação formal sobre a ação. Ele informou que planeja apresentar sua defesa assim que tiver acesso aos documentos relacionados ao caso. A 40ª Promotoria de Justiça foi responsável por protocolar a ação na 1ª Vara da Fazenda Pública de Florianópolis, com a notícia sendo divulgada pelo MPSC posteriormente.
Em relação ao caso do cão Orelha, um inquérito foi iniciado em março para investigar a conduta de Ulisses Gabriel, especialmente em conexão com as suspeitas de irregularidades durante a investigação sobre maus-tratos que levaram à morte do animal. De acordo com informações da promotoria, a investigação analisa se o ex-delegado cometeu abuso de autoridade, violação de sigilo funcional e atos de improbidade administrativa na condução do caso.
Orelha, que residia na Praia Brava, foi agredido no dia 4 de janeiro e encontrado no dia seguinte por moradores. Apesar de ter sido levado ao veterinário, não sobreviveu aos ferimentos. Após a conclusão do inquérito, o MPSC solicitou novas diligências para solucionar lacunas e inconsistências identificadas nas provas reunidas. O caso permanece em investigação, com novas providências dependendo dos resultados das análises adicionais solicitadas pelo Ministério Público. Ulisses, por sua vez, expressou estranheza quanto ao sigilo do procedimento e a divulgação de informações antes de sua notificação formal, reiterando sua confiança na legalidade de suas ações.
Fonte: g1