Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em crianças menores de dois anos estão aumentando em todo o Brasil, especialmente devido ao crescimento das infecções causadas pelo vírus sincicial respiratório (VSR). Este vírus é o principal responsável pela bronquiolite, uma inflamação que afeta as ramificações dos pulmões e que tem maior impacto em bebês nessa faixa etária. As estatísticas mostram que outras faixas etárias permanecem estáveis em relação ao SRAG.
Nas quatro últimas semanas, 41,5% dos casos de SRAG com diagnóstico confirmado para algum vírus foram atribuídos ao VSR. Na sequência, a Influenza A representou 27,2% dos casos e o rinovírus, 25,5%. O boletim divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), intitulado Boletim Infogripe, também revelou que a Influenza A continua em ascensão nos três estados da Região Sul, além de Roraima e Tocantins na Região Norte, e São Paulo e Espírito Santo no Sudeste.
Além disso, o boletim destaca que nas últimas quatro semanas, o tipo de Influenza A foi responsável por 51,7% das mortes por SRAG com teste positivo, especificamente entre os idosos. Esta informação, juntamente com a alta de casos, coloca diversas unidades federativas do Brasil em uma situação de alerta, com dez estados sendo considerados de alto risco, incluindo Acre, Amazonas, e Minas Gerais.
Por fim, em 2026, foram notificados 57.585 casos de SRAG no país, resultando em 45,7% com teste positivo para algum vírus respiratório. As infecções mais comuns observaram uma prevalência de rinovírus com 36,1%, seguido pela Influenza A com 26,3% e VSR com 25,3%. Em um quadro mais preocupante, as mortes por SRAG totalizaram 2.660, sendo que 39,6% destes casos foram provocados pela Influenza A.
Fonte: agenciabrasil