O país começa a presenciar os primeiros casos de sites de apostas endividados. No pior cenário, a derrocada de uma bet deixa uma trilha de calotes em clubes de futebol e na União, em razão de problemas de gestão e da intensa concorrência.
O rompimento de contratos de patrocínio é um sinal dos problemas de caixa, diz o presidente da ANJL (Associação Nacional de Jogos e Loterias), Plínio Lemos. O outro é a venda para empresas maiores, para dar seguimento a um negócio que ficou inviável.
Os episódios ainda são pontuais frente a um mercado com 187 marcas regulares. A reportagem localizou uma empresa com cobranças na Justiça próximas a R$ 100 milhões, além de dois casos em que marcas menores foram engolidas por grupos consolidados do mercado.
Manter depósitos em uma bet endividada envolve riscos, uma vez que o setor não conta com um mecanismo equivalente ao FGC (Fundo Garantidor de Crédito) dos bancos.
A regulação tenta diminuir os riscos, com regras de separação de valores dos apostadores e um depósito de segurança de R$ 5 milhões para cumprimento de obrigações financeiras. Caso tudo esteja adequado, o apostador não se torna um credor, segundo o advogado especializado em direito regulatório Sérgio Alves.
“No caso das bets licenciadas, os valores das apostas não são ativos das casas e, por isso, não são considerados para fins de falência ou recuperação judicial”, afirma Alves. “Ainda precisamos ver um caso concreto para entender melhor como será a separação de ativos e as bases da bet”.
Fonte: Notícias ao minuto