Avaliação aponta potencial de parceria bilateral em agenda climática que pode movimentar trilhões até 2050.
Mesmo diante de um cenário internacional marcado por guerras, tensões comerciais e instabilidade geopolítica, a agenda climática segue avançando e cria uma janela de oportunidade para países emergentes. A avaliação foi apresentada durante o “Summit Valor Econômico Brasil-China 2026”, que destacou o potencial de Brasil e China para assumir protagonismo na transição energética global.
Segundo o economista Jorge Arbache, os desafios geopolíticos não interrompem a urgência das mudanças climáticas e, paradoxalmente, ampliam a relevância de soluções voltadas à descarbonização. Nesse contexto, Brasil e China aparecem como parceiros estratégicos, com capacidade de estruturar os chamados “corredores verdes” — rotas integradas de produção e circulação de energia e insumos de baixo carbono.
Para Arbache, a complementaridade entre as duas economias é um diferencial. De um lado, o Brasil reúne vantagens naturais, como abundância de recursos e capacidade agrícola; de outro, a China concentra escala industrial, tecnologia e demanda. Essa combinação abre espaço para a expansão de negócios ligados à transição energética, considerados hoje a principal fronteira econômica global.
O economista destacou que essa agenda pode movimentar entre US$ 100 trilhões e US$ 280 trilhões até 2050, colocando a parceria bilateral no centro de uma das maiores oportunidades de investimento das próximas décadas. O alinhamento de políticas públicas voltadas à sustentabilidade em ambos os países reforça esse cenário.
Fonte: Agora RN
Imagens: Alan Santos/Ricardo Stuckert