Styvenson expõe cidadão em vídeo e posa de moralista nas redes sociais

Mais uma vez, o senador Styvenson Valentim prefere o palco das redes sociais ao exercício responsável do mandato. Em vídeo divulgado por ele próprio, o parlamentar grava, parece que de forma proposital, um cidadão que lhe faz um pedido e, em vez de tratar a situação com respeito e discrição, opta pela exposição pública, transformando a pessoa em alvo para sustentar uma narrativa de falso moralismo.

A gravação não parece acidental. Ao contrário, tudo indica que o objetivo era justamente expor o cidadão, constrangê-lo publicamente e usar a cena como instrumento de autopromoção política. O senador se coloca como paladino da ética enquanto utiliza alguém comum — sem mandato, sem assessoria e sem poder — como figurante de um espetáculo midiático.

O gesto revela uma prática recorrente: substituir o debate sério e o trabalho institucional por vídeos calculados, pensados para gerar engajamento, aplausos fáceis e ataques direcionados. Não há empatia, não há compromisso com a dignidade das pessoas — há apenas a construção de uma imagem artificial de “incorruptível”, sustentada à custa da humilhação alheia.

Um mandato parlamentar exige responsabilidade, equilíbrio e respeito ao cidadão. Expor pessoas para ganhar likes e posar de justiceiro não é coragem, não é transparência e muito menos ética. É oportunismo político travestido de moralidade.

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