A vereadora Samanda Alves realizou, nesta terça-feira (30), uma ação simbólica para denunciar duas obras inauguradas pela Prefeitura de Natal em dezembro de 2024, mas que seguem sem funcionamento: o Mirante do Mar, na Zona Leste, e o Hospital Municipal de Natal (Hospital São Padre Pio), em Cidade Satélite. Para marcar um ano das inaugurações sem que os equipamentos tenham servido à população, a parlamentar levou um bolo aos dois locais.
No Mirante do Mar, Samanda destacou que o equipamento turístico foi inaugurado com festa, mas nunca recebeu visitantes. “Hoje é dia de comemorar um ano que o mirante foi inaugurado, mas nunca recebeu um visitante. Inauguraram, fizeram toda a festa, e a obra segue fechada”, afirmou. A vereadora também criticou o slogan da gestão municipal. “A prefeitura diz que ‘tem obra que a gente vê, tem obra que a gente sente’, mas a gente não tem visto as obras e muito menos sentido o efeito delas na vida do povo de Natal.”
Inaugurado em 31 de dezembro de 2024, o Mirante do Mar permanece cercado por tapumes e com áreas inacabadas, mesmo após investimento de cerca de R$ 1 milhão. O equipamento foi anunciado como um dos principais atrativos turísticos da zona Leste da cidade, mas até hoje não está acessível à população nem aos turistas.
A ação também ocorreu no Hospital Municipal de Natal, inaugurado no dia 30 de dezembro de 2024, mas que nunca realizou um atendimento. “Faz um ano que o hospital foi inaugurado, mas nunca recebeu um paciente”, denunciou Samanda, que esteve na área interna da unidade para mostrar problemas estruturais.
A vereadora lembrou que o ex-prefeito Álvaro Dias atribuiu ao atual prefeito, Paulinho Freire, a responsabilidade pela não abertura do hospital, afirmando que a obra teria sido entregue pronta. “Olha a obra pronta”, ironizou. Samanda também criticou a decisão da atual gestão de remanejar mais de R$ 20 milhões previstos para o hospital. “Enquanto isso, o povo de Natal continua sonhando em poder contar com o hospital da capital para atender suas demandas.”
Segundo a parlamentar, a situação é ainda mais grave diante das dificuldades enfrentadas pela rede de saúde do município. “A gente sabe dos problemas das UBS, das UPAs, e o hospital não sai do canto. Recursos para shows milionários não faltam, mas para garantir saúde à população, faltam prioridades”, afirmou.