Polícia Civil de SC pede apreensão de passaporte de acusado na morte do cão Orelha

A Polícia Civil de Santa Catarina solicitou à Justiça a apreensão do passaporte do adolescente apontado como envolvido na morte do cão Orelha, ocorrida na Praia Brava, em Florianópolis. O objetivo principal da medida, já comunicada à Polícia Federal, é prevenir que o jovem saia do território nacional. O Ministério Público (MP) estadual manifestou-se favoravelmente ao pedido da instituição, que reforça seu compromisso em “atuar de forma constante para que a denúncia dos envolvidos possa prosseguir para a justiça junto com as demais provas já obtidas nas investigações da morte do Cão Orelha”.

No entanto, a apuração do caso enfrenta divergências entre a Polícia Civil e o MP. O Ministério Público informou que requisitará diligências complementares à Polícia Civil nos próximos dias, após suas promotorias de Justiça concluírem pela necessidade de mais esclarecimentos e precisão na reconstrução dos fatos. O MP identificou “lacunas que precisam ser completadas” na investigação sobre a “possível participação de adolescentes em atos infracionais análogos a maus-tratos contra animais”. Por outro lado, a Polícia Civil mantém a convicção de que há base legal para o pedido de internação do adolescente investigado. Adicionalmente, o órgão policial continua apurando possíveis crimes de coação no curso do processo e ameaça, envolvendo familiares dos investigados e um porteiro, sendo que o MP também requisitará mais detalhes para confirmar a inexistência de relação desses supostos crimes com a agressão aos animais.

A investigação sobre as agressões que resultaram na morte do cão Orelha foi encerrada na terça-feira (3), com o pedido de internação para um dos quatro adolescentes implicados. Para identificar o autor, cuja identidade é protegida por ser menor de idade, as autoridades empregaram tecnologia avançada e análise minuciosa de imagens de segurança. Foram mais de mil horas de filmagens de 14 câmeras e depoimentos de 24 testemunhas analisados. Embora não houvesse gravações diretas do ataque ao animal, as imagens foram cruciais para verificar as vestimentas do acusado no dia do crime e comprovar sua saída do condomínio durante a madrugada.

Fonte: Agência Brasil

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