Lixo de origem internacional foi novamente encontrado na Praia do Segredo, na Via Costeira, em Natal, neste mês de novembro. A informação foi divulgada pela Companhia de Serviços Urbanos (Urbana), responsável pela limpeza da capital potiguar. Na última quinta-feira, dia 6, garis da empresa recolheram diversas garrafas de água, embalagens de macarrão instantâneo e chá verde, entre outros produtos alimentícios cujos rótulos estavam em idiomas asiáticos.
O presidente da Urbana, Alvamar Vale, explicou que esses resíduos não são gerados em Natal, mas chegam à costa da cidade trazidos pelas correntes marítimas. Ele enfatizou que a situação reflete o mau gerenciamento de plásticos em escala mundial, um problema que transcende fronteiras e demanda cooperação entre diferentes países para ser solucionado.
Não é a primeira vez que esse tipo de lixo aparece no litoral potiguar. No início deste ano, além da Via Costeira, lixo internacional foi encontrado em pelo menos outras três praias do Rio Grande do Norte: Muriú (em Ceará-Mirim), Cabo de São Roque (Maxaranguape) e Búzios (Nísia Floresta). A Associação de Proteção e Conservação Ambiental Cabo de São Roque havia reportado ao g1, na época, que esse tipo de resíduo é encontrado nas praias desde 2018. Uma pesquisa da associação, realizada em 2021, revelou que apenas na praia de Cabo de São Roque havia lixo de 23 países diferentes. A hipótese levantada pela associação é que o material seja despejado por navios cargueiros próximos ao litoral brasileiro, numa tentativa de evitar custos de descarte em portos.
A Urbana informou que mantém a limpeza diária das praias, incluindo as áreas de menor movimentação, reforçando seu compromisso com a preservação ambiental e o turismo sustentável. Fábio Kennedy, encarregado de serviços da Urbana, detalhou que o lixo de proveniência asiática tem sido encontrado com frequência na Praia do Segredo, na Via Costeira, com reaparecimento semanal. Cerca de 20 a 30 sacos de lixo são recolhidos apenas na Via Costeira e seguem o mesmo destino da coleta domiciliar. As embalagens são identificadas como estrangeiras, especialmente asiáticas, tanto pelos dizeres nos rótulos quanto pelos códigos de barras. A companhia também desenvolve campanhas de conscientização sobre o descarte correto de resíduos e o uso responsável do plástico.
Fonte: g1