Impacto do barulho de fogos de artifício em grupos vulneráveis

A chegada de períodos festivos como o Natal e o Ano Novo, que deveriam ser momentos de celebração e alegria, frequentemente se transformam em um período de medo, dor e angústia para milhares de famílias. O motivo central para essa apreensão reside no uso indiscriminado de fogos de artifício com barulho, cujas explosões e ruídos intensos afetam profundamente autistas, idosos e animais, grupos que possuem uma sensibilidade acentuada a estímulos sonoros.

Para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), o impacto dos fogos de artifício ruidosos é particularmente severo. O barulho excessivo pode desencadear crises sensoriais intensas, resultando em sobrecarga, ansiedade extrema, agitação e até mesmo autolesões. A dificuldade em processar e filtrar sons agrava o sofrimento, transformando o que para muitos é um espetáculo visual em uma experiência aterrorizante e desorganizadora, afetando não apenas o indivíduo, mas toda a dinâmica familiar.

Os idosos também sofrem consideravelmente com a poluição sonora dos fogos. Muitos enfrentam condições de saúde preexistentes, como hipertensão, problemas cardíacos ou dificuldades respiratórias, que podem ser agravadas pelo estresse e susto provocados pelos ruídos altos e inesperados. O sono é perturbado, a ansiedade aumenta e a sensação de insegurança prevalece, comprometendo seu bem-estar e a qualidade de vida em momentos que deveriam ser de tranquilidade e convívio familiar.

Não menos afetados são os animais, tanto domésticos quanto silvestres. Cães e gatos, com audição muito mais apurada que a humana, podem entrar em pânico extremo, manifestando comportamentos como tremores, choros, latidos incessantes e tentativas desesperadas de fuga. Esses episódios de medo intenso podem levar a acidentes graves, atropelamentos, ferimentos e até mesmo a perdas de animais. A fauna silvestre também é impactada, desorientada e assustada pelos estampidos, comprometendo seu habitat e rotina.

Fonte: agorarn

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