Escavações em ruínas de igreja em Extremoz buscam reconstruir a história da região

Pesquisadores, professores e estudantes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) iniciaram uma nova etapa de escavações arqueológicas nas ruínas da Igreja de São Miguel Arcanjo, nas proximidades da Lagoa de Extremoz, na Grande Natal. O objetivo é encontrar vestígios da ocupação humana, que remonta ao século XVII, para reconstruir a história das comunidades que habitaram a região.

As escavações começaram no dia 10 de setembro e envolvem equipes do Departamento de Arqueologia da UFRN, dos campi de Natal e Caicó, além do Museu Câmara Cascudo. O projeto, que possui duração prevista de dois anos, tem autorização do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

O arqueólogo Abraão Nunes, coordenador do Setor de Arqueologia do Museu Câmara Cascudo, explicou que o projeto, que possui autorização do Iphan, está dividido em duas fases. Neste primeiro momento, os esforços estão centrados na área da antiga Igreja de São Miguel Arcanjo e do convento. Ele destacou que os trabalhos também são parte de um projeto de restauro com financiamento do Ministério da Cultura, o que requer pesquisas arqueológicas adequadas.

Até o momento, já foram encontrados fragmentos de cerâmica, porcelana, faiança portuguesa e materiais construtivos, como telhas, tijolos e argamassa. Abraão detalhou que esses vestígios estão associados à ocupação histórica e podem indicar a presença de materiais do final do século XVII ao início do XVIII, além de fragmentos do século XIX e da primeira metade do século XX. O coordenador do Departamento de Arqueologia da UFRN, Roberto Airon, ressaltou a importância do trabalho para a preservação do sítio e o interesse da comunidade pela história de Extremoz.

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