A confirmação de Babá Pereira como pré-candidato a vice-governador na chapa encabeçada por Álvaro Dias, anunciada após encontro político em Brasília nesta quarta-feira (04), acende um alerta sobre os rumos que o Rio Grande do Norte pode tomar caso a oposição vença as eleições de 2026. Em um momento em que o estado avança na reconstrução administrativa e no fortalecimento das políticas públicas, a composição da chapa oposicionista aponta para a retomada de práticas políticas já conhecidas e pouco conectadas com o atual ciclo de desenvolvimento.
O anúncio, feito pelo próprio Álvaro Dias nas redes sociais, contou com a presença de lideranças como os senadores Styvenson Valentim e Rogério Marinho e o prefeito de Natal, Paulinho Freire. Apesar da força política do grupo, o encontro evidenciou mais uma articulação de bastidores do que a apresentação de um projeto capaz de dialogar com os avanços que o RN vem consolidando nos últimos anos.
Babá Pereira, ex-prefeito de São Tomé por quatro mandatos e atual presidente da FEMURN, tem trajetória ligada ao municipalismo. No entanto, sua escolha reforça um modelo político tradicional, ancorado em alianças e estruturas antigas, que pouco sinaliza compromisso com a continuidade das políticas públicas que vêm colocando o estado novamente no caminho do equilíbrio fiscal, da valorização do serviço público e da ampliação dos investimentos sociais.
Enquanto o Rio Grande do Norte busca consolidar conquistas recentes em áreas estratégicas como educação, infraestrutura e desenvolvimento regional, a chapa oposicionista se apresenta sem propostas claras para dar continuidade a esse processo. O discurso da “experiência administrativa” surge mais como argumento eleitoral do que como garantia de avanço, especialmente diante de um histórico político associado a modelos que o estado já experimentou e superou.
Outro ponto que chama atenção é o fato de a definição da chapa ocorrer fora do RN, em Brasília, reforçando a distância entre as decisões políticas da oposição e o cotidiano da população potiguar. Em vez de diálogo com a sociedade e reconhecimento dos avanços em curso, o grupo aposta em acordos entre lideranças, ignorando o sentimento de que o estado não pode se dar ao luxo de retroceder.
Diante desse cenário, a confirmação da chapa Álvaro Dias–Babá Pereira não representa uma alternativa de futuro, mas sim o risco de interromper um processo de reconstrução que ainda está em andamento. Para um Rio Grande do Norte que começa a colher resultados positivos, a volta a práticas do passado pode significar andar para trás justamente quando o estado mais precisa seguir avançando.