FGC antecipa pagamentos de até R$ 1 mil a clientes do Will Bank

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) anunciou a antecipação do pagamento de até R$ 1 mil a credores do Will Bank, uma medida que pode beneficiar aproximadamente 6 milhões de pessoas. O valor total a ser antecipado alcança cerca de R$ 200 milhões, com foco em correntistas de baixa renda, principal público-alvo da instituição. Além disso, R$ 25 milhões em saldos de contas de pagamento também serão liberados. A operação será realizada diretamente pelo aplicativo do Will Bank, facilitando o acesso aos recursos, especialmente após a liquidação da instituição, que integrava o conglomerado do Banco Master, decretada pelo Banco Central (BC) em janeiro.

A decisão de antecipar os pagamentos ocorre porque a consolidação da lista completa de credores ainda não foi finalizada. Para clientes com valores acima de R$ 1 mil ou que investiram por meio de plataformas de investimentos, o ressarcimento deverá ser solicitado posteriormente pelo aplicativo do próprio FGC, após a conclusão da lista. É importante ressaltar que o Will Bank operava como financeira e instituição de pagamento, e não como um banco tradicional com conta corrente, mantendo os saldos dos clientes em contas específicas no Banco Central, separadas do patrimônio da instituição. Parte dos valores aplicados por clientes era direcionada a Certificados de Depósito Bancário (CDB), que possuem cobertura do FGC no limite legal de R$ 250 mil por CPF. O FGC também atualizou o balanço da liberação de recursos do conglomerado Banco Master, já tendo pago R$ 37 bilhões em garantias, o equivalente a 91% do total previsto.

Para ter direito à antecipação, o cliente deve ser direto do Will Bank, ter valores elegíveis à garantia do FGC e limitados a até R$ 1 mil. O limite geral de cobertura do FGC é de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ. O processo para solicitar o ressarcimento envolve acessar o aplicativo do Will Bank, confirmar dados cadastrais, verificar o valor disponível (limitado a R$ 1 mil), aceitar digitalmente e, em seguida, transferir o montante para uma conta de mesma titularidade. FGC e Will Bank alertam para golpes, enfatizando que não fazem contato por telefone, mensagens ou redes sociais para solicitar senhas ou dados pessoais, e não há intermediários autorizados para “facilitar” pagamentos. O FGC, criado em 1995, é uma entidade privada sem fins lucrativos que protege depositantes e investidores em caso de quebra de instituições financeiras no Brasil.

Fonte: Agência Brasil

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