O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Edson Fachin, anunciou nesta terça-feira (10) que o combate à violência contra a mulher será a principal prioridade do conselho este ano. A declaração foi feita durante a primeira sessão do CNJ após o recesso, onde Fachin destacou que a instituição conduzirá “iniciativas importantes, especialmente de combate ao feminicídio e à violência contra meninas e mulheres”.
O anúncio ocorre em um momento de relevância, com o ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), sendo alvo de investigações por importunação sexual. Duas denúncias contra o ministro, de 68 anos, foram recebidas pelo CNJ. A primeira, de uma jovem de 18 anos, filha de amigos da família, relata uma tentativa de agressão durante um banho de mar em Balneário Camboriú, Santa Catarina, no mês passado. Uma segunda denúncia levou à abertura de nova apuração contra Buzzi.
Diante das acusações, o STJ decidiu nesta terça-feira afastar cautelarmente o ministro Buzzi de suas atividades jurisdicionais para permitir a apuração completa das denúncias. Uma sindicância interna também está em andamento, com previsão de conclusão até 10 de março. Em nota, os advogados de Buzzi, Paulo Emílio Catta Pretta e Maria Fernanda Ávila, argumentaram que o afastamento é desnecessário e cria um “arrisgado precedente”, afirmando que não há risco à investigação e que contraprovas estão sendo coletadas.
Fonte: Agência Brasil