Poda do Baobá do Poeta avança em Natal; árvore será reduzida a 3 metros

A poda do Baobá do Poeta, em Natal, está em ritmo avançado com o objetivo de reduzir a árvore a 3 metros de altura. A medida visa permitir que a planta floresça de forma mais saudável e inicie um plano de recuperação. A poda, que começou em novembro, envolve cortes nos troncos de um baobá com mais de 300 anos.

No sábado, dia 13, o som da motosserra marcou a intervenção na Rua São José, no bairro Lagoa Seca. Para a execução do trabalho, foi necessário interditar a via e organizar um desvio para o fluxo de veículos.

A situação da árvore começou a preocupar em maio deste ano, quando a Secretaria de Meio Ambiente e Urbanismo de Natal (Semurb) identificou a presença de fungos, tecidos apodrecidos e um comprometimento estrutural no tronco. A poda é realizada por uma empresa terceirizada, contratada pelo grupo proprietário do terreno. Como medida de segurança, três casas e dois imóveis próximos seguem interditados pela Defesa Civil, e as famílias afetadas estão hospedadas em hotéis custeados pela empresa.

Renato Campos, gerente de operações da Empresa Vila, proprietária do terreno, detalhou o plano: “O baobá tinha 19 metros de altura e o que foi acordado junto à Semurb, na determinação, foi que a gente fizesse a supressão de 16 metros para que ele fique numa altura de até 3 metros e, aí sim, a gente possa começar o plano de recuperação. Mesmo nesse período de poda e desde a primeira queda, que foi em maio, o baobá continua florescendo. Então, ele continua com as suas folhas nascendo, seus novos galhos e é esse o nosso objetivo, que, com ele com apenas 3 metros de altura, a gente tenha a necrose controlada e possa começar um plano de recuperação dele”.

O Baobá do Poeta, que faz parte da história e das memórias afetivas dos moradores de Natal, já apresentava problemas estruturais. Esta não foi a primeira vez que a árvore manifestou tais condições, incluindo ocorrências em 2025. Em maio deste ano, um de seus maiores galhos caiu durante o período chuvoso. Especialistas, incluindo agrônomos, botânicos e engenheiros florestais, que chegaram a entrar no tronco oco da árvore, constataram fungos, tecidos em decomposição e até objetos jogados em sua cavidade interna, enfatizando a necessidade de tratamento e monitoramento contínuos.

Fonte: g1

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