Samanda critica veto a projetos de proteção a mulheres e cobra ações da Prefeitura em meio à escalada de feminicídios

A vereadora Samanda Alves voltou a cobrar, nesta terça-feira (2), que a Prefeitura de Natal cumpra seu papel no enfrentamento à violência contra as mulheres: responsabilidade que envolve ações de prevenção, apoio e articulação com os serviços da rede de proteção. A manifestação ocorre em meio ao aumento dos casos de feminicídio no país, como os recentes assassinatos de uma professora e de uma psicóloga do IFRJ, além da tentativa de feminicídio contra Juliana Soares, espancada com 61 socos dentro de um elevador.

Samanda lembrou que, embora o enfrentamento à violência contra a mulher seja uma política nacional, com canais federais como o Disque 180, os municípios têm atribuições diretas: implementar políticas de prevenção, fortalecer a rede local, qualificar servidores, integrar dados, promover campanhas e garantir ambientes mais seguros.

Nesse contexto, a vereadora criticou o veto do prefeito Paulinho Freire a dois projetos aprovados por unanimidade na Câmara Municipal, ambos voltados à proteção de mulheres:

Projeto Juliana Soares: estabelece a obrigatoriedade de câmeras de segurança nas áreas comuns de condomínios, medida que reforça a prevenção e facilita a apuração de casos de violência doméstica e contra mulheres no âmbito municipal.

Divulgação de canais de denúncia em eventos: determina que eventos culturais e esportivos financiados pela Prefeitura informem gratuitamente canais como o 180 e o 190, seja por meio de telões ou de falas dos locutores.

“É uma ação simples, de baixo custo, e que salva vidas. Se houver telão, projeta-se o número. Se não houver, o locutor informa. Ainda assim, o projeto foi vetado”, afirmou Samanda. A vereadora destacou que, caso o Executivo alegue vício de iniciativa, existe um caminho institucional. “Se a gestão entende que a iniciativa é equivocada, que então apresente uma proposição própria. O que não dá é para se omitir enquanto mulheres continuam morrendo.”

Samanda reforçou que, na condição de vereadora, segue aberta ao diálogo e à construção conjunta de políticas públicas que fortaleçam a prevenção e deem visibilidade aos canais de denúncia: ações essenciais e de competência municipal.

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