Os bastidores revelados sobre o acordo Rogério Marinho–Álvaro Dias deixam explícito um movimento estratégico do bolsonarismo que reorganiza todo o tabuleiro da direita no Rio Grande do Norte — e, nesse rearranjo, o pré-candidato ao Senado Babá Pereira acaba ficando isolado, fora das prioridades e, na prática, convertido em plano C.
A engenharia política é clara:
- Plano A do grupo bolsonarista para o Senado RN é Styvenson Valentim;
- Plano B é Álvaro Dias assumir a segunda vaga na chapa e só abre mão dela caso Rogério seja deslocado para uma função nacional;
- E o plano C seria Babá, numa hipótese distante e remota, mesmo depois de ser incentivado a lançar sua pré-candidatura.
O próprio texto-base mostra que Brasília está redesenhando o jogo. O convite de Jair Bolsonaro para Rogério coordenar nacionalmente as campanhas do PL coloca o senador potiguar numa posição de poder absoluto dentro da sigla. Isso dá a ele autonomia para ditar as regras e escolher pessoalmente quem terá prioridade nas disputas estaduais.
Nesse cenário, a vaga ao Senado pela direita — antes um campo aberto — passa a ter um desenho quase fechado: Styvenson + Álvaro.
É uma costura que atende:
- aos interesses do PL nacional,
- à exigência de palanque próprio,
- e à estratégia bolsonarista de consolidar quadros com maior densidade eleitoral.
E onde entra Babá Pereira nisso? Na prática, não entra.
Com Rogério controlando o PL nacional e estadual, com Álvaro já alinhado para Senado ou Governo, e com Styvenson mantido como puxador de votos, não há espaço real para Babá Pereira se consolidar como prioridade. Ele não aparece como alternativa nas conversas estratégicas e não é citado como opção nem no plano A, nem no plano B.
Ou seja:
- O plano da direita está definido sem ele.
- Babá não é cogitado nem para composição.
- Vira, no máximo, um plano C — um nome reserva, sem protagonismo e sem lugar na mesa de decisões.
Esse rebaixamento é evidente quando se observa que o grupo bolsonarista está disposto até a rifar nomes com mandato, como o próprio Allyson Bezerra, que segundo a análise “não recebe nem água” do grupo. Se o prefeito de Mossoró é tratado dessa forma, Babá — com menos expressão eleitoral e menos capital político — fica ainda mais fora das engrenagens decisórias.
O fato é que: O bolsonarismo já escolheu quem quer empoderar em 2026 — e Babá Pereira não está na lista.
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