Imagens de satélite revelam variações no nível do mar em junho de 2026, com áreas em vermelho indicando águas mais elevadas no Pacífico equatorial, um sinal típico associado ao desenvolvimento do El Niño. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) informou que os sinais de formação de um novo episódio estão se intensificando. Em um comunicado recente, o órgão destacou que a anomalia da temperatura da superfície do mar na região conhecida como Niño 3.4, principal área de monitoramento, subiu de valores próximos da neutralidade para 0,49 °C acima da média em maio, alcançando 0,7 °C na primeira semana de junho.
O Inmet declarou que essas condições são altamente favoráveis para a formação e consolidação de um episódio de El Niño nos próximos meses. O instituto planeja divulgar uma nova nota técnica até o final desta semana com as informações mais atualizadas sobre a previsão do fenômeno. O El Niño e a La Niña representam as duas fases do fenômeno climático conhecido como ENOS (El Niño-Oscilação Sul). O El Niño se caracteriza pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico equatorial em 0,5°C ou mais e ocorre a cada dois a sete anos, com uma duração média de doze meses, impactando diretamente a temperatura global.
A avaliação do Inmet está em sintonia com a da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), que é uma referência no monitoramento climático. Segundo uma atualização do Centro de Previsão Climática da NOAA, a probabilidade de o El Niño se estabelecer entre maio e julho de 2026 é de 82%, enquanto a chance de o fenômeno persistir até o trimestre de dezembro a fevereiro, correspondente ao verão no Hemisfério Sul, é de 96%. Dados semanais mais recentes da NOAA mostram um aquecimento geral nas áreas de monitoramento do Pacífico Equatorial.
Fonte: G1