A farmacêutica EMS anunciou que sua versão da semaglutida, que é a primeira caneta produzida no Brasil após a quebra da patente da Novo Nordisk, estará disponível nas farmácias a partir de 15 de junho, com preços a partir de R$ 452. Esta informação foi divulgada em um evento destinado a profissionais do setor farmacêutico e médicos. A expectativa da empresa é aumentar o acesso ao tratamento da obesidade e do diabetes, tendo em vista que os medicamentos à base de semaglutida disponíveis atualmente podem custar cerca de R$ 1 mil por mês. O alto custo do tratamento foi um dos fatores que contribuíram para a rejeição de propostas que buscavam a incorporação da substância ao Sistema Único de Saúde (SUS).
Recentemente, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a EMS a comercializar o produto com um preço máximo similar ao dos medicamentos Ozempic e Wegovy, da Novo Nordisk, que são vendidos próximo de R$ 800 por caneta. No entanto, a farmacêutica já havia indicado que ofereceria preços inferiores aos das concorrentes. Conforme informado pela empresa, cada caneta será vendida por R$ 452. Além disso, um programa de tratamento foi criado para os primeiros 90 dias, onde um conjunto de canetas suficientes para três meses custará R$ 863,23. Nesse modelo, o custo médio mensal para o paciente será de aproximadamente R$ 287 durante a fase inicial do tratamento.
Após o quarto mês, o preço das canetas aumentará para R$ 498. A EMS também mencionou um pacote de duas canetas de 1 mg que custará R$ 896, embora a data de lançamento dessa versão ainda não tenha sido divulgada. Essa estratégia de preços acontece em um contexto de maior concorrência no mercado de semaglutida. Com o fim da exclusividade da patente da Novo Nordisk, várias outras empresas iniciaram o desenvolvimento de suas próprias versões do medicamento. Até o começo deste ano, havia pelo menos 17 pedidos relacionados ao produto em análise pela Anvisa.
Para o lançamento, a EMS informou que irá disponibilizar mais de 500 mil canetas em um primeiro ciclo de abastecimento, que serão distribuídas em farmácias por todo o país.
Fonte: Jair Sampaio