Recentemente, a Defesa Civil de Cuba publicou um guia com orientações para a população em caso de uma possível intervenção militar dos Estados Unidos. Esse documento surge em meio ao aumento das tensões entre Havana e Washington, refletindo preocupações com uma possível ação militar. O guia informa que os EUA “ameaçam atacar militarmente e destruir nossa sociedade”, destacando que a principal missão da Defesa Civil é proteger a vida humana durante desastres e “situações excepcionais, como as diversas fases de uma guerra”.
Entre as recomendações para as famílias cubanas em caso de ataque, o guia sugere que preparem uma “bolsa ou mochila” com suprimentos essenciais, incluindo um kit de “primeiros socorros”. Também é aconselhado que incluam documentos de identidade, um rádio, velas, fósforos, uma lanterna e alimentos prontos para consumo que sejam suficientes para três dias. Água potável, produtos de higiene, medicamentos para condições crônicas e brinquedos para crianças pequenas também devem estar na lista de itens a serem transportados.
O documento orienta as pessoas a identificarem o local de abrigo designado para proteção contra ataques aéreos, enfatizando a importância de cuidar de grupos vulneráveis, como pessoas com deficiência, idosos não autossuficientes, crianças e gestantes. Em caso de alerta de ataque aéreo, os indivíduos devem se dirigir a subsolos ou trincheiras que ofereçam proteção adequada contra ondas de choque. Se não conseguirem alcançar um local seguro, o guia recomenda evitar ruas abertas e praças públicas, assim como não buscar abrigo em prédios danificados ou ficar sob pontes, túneis rodoviários ou postos de gasolina.
Além disso, o guia inclui instruções sobre como prestar assistência a feridos, especialmente aqueles que apresentem fraturas ou hemorragias. A necessidade dessa orientação surge em um contexto em que os Estados Unidos têm pressionado Cuba para implementar reformas significativas em seu sistema econômico e político, especialmente após a captura do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro. O governo cubano tem se oposto a essas exigências, fundamentando sua posição na soberania nacional. A pressão se intensificou com um embargo petrolífero, causando uma crise energética já existente na ilha e a determinação do presidente Donald Trump de ampliar as sanções econômicas que vigorem há mais de seis décadas. Especialistas consideram que uma agressão militar contra Cuba é uma possibilidade real, dados os eventos recentes na Venezuela e no Irã, e Trump já indicou que Cuba “é a próxima”.
Fonte: g1