Ontem, eu já havia antecipado aqui no blog que Carlos Eduardo Alves estava por um triz de chutar o pau da barraca. Ele demonstrava irritação com o tratamento que vinha recebendo do União Brasil, que seguia empurrando com a barriga a definição sobre sua possível pré-candidatura ao Senado.
Não deu outra. Hoje, pela manhã, Carlos publicou uma nota oficial comunicando sua desistência definitiva da disputa pelo Senado.
Veja a nota:
“Comunico aos meus amigos e amigas de Natal e de todo o Rio Grande do Norte, que, nos últimos meses, me incentivaram a ser candidato a senador da República, que, após entendimento com o pré-candidato a governador Alysson Bezerra, ficou decidido que não serei candidato ao Senado da República.
Alysson Bezerra me comunicou que a direção nacional do partido União Brasil informou que, nesta eleição, a prioridade é a eleição de deputados federais e governador, e que não haverá disponibilidade do fundo eleitoral partidário para candidatura ao Senado no Rio Grande do Norte.
Agradeço o empenho dos dirigentes do União Brasil no Rio Grande do Norte para viabilizar a nossa candidatura ao Senado.
Como fiz ao longo de toda a minha vida pública, com ou sem mandato, seguirei sempre à disposição de Natal e do Rio Grande do Norte, disposto a contribuir para o debate qualificado e para o avanço do nosso estado.”
ANÁLISE:
Ao expor, sem arrodeios, o motivo de sua desistência — a ausência de fundo eleitoral —, Carlos Eduardo revela o que interpreta como uma traição política. Ele havia se filiado ao União Brasil há cerca de 30 dias após receber o compromisso de que seria candidato ao Senado pela legenda.
O União Brasil postergou a definição por quatro semanas, e Carlos já demonstrava perceber o desfecho. A negativa do fundo eleitoral foi a forma encontrada pelo partido para evitar explicitar o que seria o verdadeiro motivo: o veto da senadora Zenaide Maia ao seu nome.
Apesar de Allyson e Agripino serem favoráveis à inclusão de Carlos na dobradinha ao Senado — entendendo que ele poderia ampliar o acesso ao eleitorado da capital —, a posição de Zenaide prevaleceu, diante do receio de que ela pudesse retornar ao palanque da governadora Fátima Bezerra.
Fonte: Blog do Neto Queiroz