A doença de Alzheimer é amplamente considerada a segunda condição mais temida pela população brasileira, ficando atrás apenas do câncer, conforme o sentimento geral expresso em levantamentos. Este receio é acentuado por um desafio significativo na saúde pública: o alto índice de casos de demência que permanecem sem um diagnóstico formal no país.
Um relatório recente, o Renade (Relatório Nacional de Demências), divulgado em 2024 pelo Ministério da Saúde, corrobora essa preocupação. Os dados apresentados pelo documento indicam que cerca de 80% dos casos de demência em território nacional não são diagnosticados, revelando uma lacuna considerável na identificação dessas condições.
Essa expressiva taxa de subnotificação representa um obstáculo crucial para o planejamento e a implementação de políticas eficazes de saúde, bem como para o acesso a tratamentos e suporte adequados para os indivíduos afetados e suas famílias. A falta de um diagnóstico formal impede que muitos pacientes recebam a atenção necessária para o manejo da doença.
Fonte: Folhapress