Médico condenado a seis anos de prisão no PR por ‘furar fila’ do SUS cobrou de R$ 2 a R$ 6 mil de seis pacientes

O médico ortopedista Adilson Cleto Bier, de Toledo, no oeste do Paraná, foi condenado a seis anos de prisão por cobrar valores de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) para antecipar cirurgias. A sentença da Justiça Estadual reconheceu a prática de corrupção passiva, pela qual Bier exigiu de R$ 2,8 mil a R$ 6,5 mil de seis pacientes para “furar a fila” do sistema público, com as cobranças ocorrendo entre novembro de 2014 e maio de 2015.

Além da pena de reclusão, o médico foi sentenciado ao pagamento de 27 dias-multa, equivalentes a 27 salários mínimos da época dos fatos, corrigidos monetariamente, e teve seu credenciamento para atender pelo SUS cancelado. A defesa de Bier, por meio do advogado Sérgio Canan, declarou a sentença injusta e informou que irá recorrer, permitindo que o médico aguarde o recurso em liberdade. Este é o segundo caso de condenação de um ortopedista na cidade de Toledo por cobranças irregulares ligadas ao SUS em um curto período, com outro profissional sentenciado a 10 anos de prisão.

Em agosto de 2025, Bier também foi condenado na esfera cível por improbidade administrativa. Nesta decisão, foi determinada a devolução de R$ 53.786,82 cobrados indevidamente, além de uma multa civil de R$ 107.573,64, totalizando mais de R$ 160 mil. As penalidades cíveis incluem ainda o afastamento da função pública, o cancelamento do credenciamento no SUS, a suspensão dos direitos políticos por oito anos e a proibição de firmar contratos com órgãos públicos por seis anos. Uma das vítimas relatou ter pago R$ 6,5 mil em dinheiro para antecipar uma cirurgia no joelho, após ser informada de que, sem o pagamento, teria que esperar cerca de um ano e meio pelo atendimento público. Em 2015, o médico foi preso em flagrante durante uma operação do Ministério Público e do Gaeco, após receber R$ 4,6 mil de uma paciente.

Fonte: G1

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