Irã anuncia ter atacado gabinete de Netanyahu, diz agência

O governo iraniano afirmou nesta segunda-feira (2) ter atacado o gabinete do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, conforme reportado pela agência de notícias AFP. Até a última atualização desta reportagem, o governo israelense não havia se pronunciado sobre o suposto ataque, que ocorre em meio a uma intensa escalada de tensões na região e a declarações conflitantes sobre possíveis negociações diplomáticas.

Em um desenvolvimento que ressalta a complexidade da crise, o chefe de Segurança do Irã, Ali Larijani, negou nesta segunda-feira (2) que o país negociaria com os Estados Unidos, desmentindo publicamente uma afirmação de Donald Trump. O então presidente americano havia dito no domingo (1) que a nova liderança iraniana estaria interessada em retomar o diálogo. Anteriormente, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, havia sinalizado ao chanceler de Omã que Teerã estaria aberto a “esforços sérios” para reduzir a tensão. Larijani, no entanto, usou as redes sociais para rechaçar qualquer iniciativa de negociação via Omã, acusando Trump de mergulhar a região no caos com “fantasias delirantes” e de sacrificar soldados americanos pelas ambições de Israel.

Paralelamente, Donald Trump declarou no domingo (1º) que a campanha militar dos EUA no Irã continuaria até que todos os objetivos militares fossem atingidos. Em tom de ameaça, o presidente americano apelou à Guarda Revolucionária e militares iranianos para que se rendam em troca de imunidade, ou “encarem a morte certa”, prevendo que o conflito se arrastaria por cerca de quatro semanas. Essa ofensiva, iniciada por EUA e Israel no sábado (28), resultou na morte do líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, e em 201 mortos e 747 feridos, segundo a imprensa iraniana. Em retaliação, o Irã disparou mísseis contra Israel e atacou bases americanas, levando ao fechamento do Estreito de Ormuz. Benjamin Netanyahu, por sua vez, prometeu milhares de novos ataques e instou a população iraniana a se levantar contra o regime, enquanto Trump mencionou acreditar em uma possível mudança interna no país, citando comemorações e manifestações de iranianos no exterior.

Fonte: G1

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