O Ministério da Educação do Irã atualizou para 153 o número de meninas mortas no ataque ocorrido no último sábado (28) a uma escola em Minab, no sul do país. Além das vítimas fatais, outras 95 estudantes ficaram feridas no incidente. Teerã prontamente atribuiu a responsabilidade pelo que chamou de “ataque sionista desumano” aos Estados Unidos (EUA) e a Israel, conforme declaração de Ali Farhadi, porta-voz do ministério, à agência de notícias Irna.
Em resposta ao ataque, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) emitiu uma nota neste domingo (1º), condenando veementemente o ocorrido na escola primária feminina, que se deu em meio à escalada militar no Oriente Médio. A entidade expressou estar “profundamente alarmada” com o impacto dos confrontos sobre as instituições de ensino, estudantes e profissionais da educação na região.
A Unesco ressaltou que “a morte de alunos em um espaço dedicado à aprendizagem constitui grave violação da proteção conferida às escolas pelo direito internacional humanitário”. A organização alertou ainda que ataques contra instituições educacionais “colocam em risco estudantes e professores e comprometem o direito à educação”. A manifestação da entidade fez referência explícita ao Conselho de Segurança das Nações Unidas e à Resolução 2601 (2021), que condena ataques a escolas em conflitos armados e reforça a obrigação de proteger ambientes educacionais. As informações foram divulgadas com o complemento da Telesur.
Fonte: Agência Brasil